quarta-feira, 13 de agosto de 2014

José Eduardo Moniz condena "perdão de dívida" ao Sporting

José Eduardo Moniz condena "perdão de dívida" ao Sporting
VICE DO BENFICA FALA DE "DISTORÇÃO COMPETITIVA INEXPLICÁVEL" AQUANDO DA ELEIÇÃO DE BRUNO DE CARVALHO
O vice-presidente do Benfica, José Eduardo Moniz, saiu a terreiro a condenar o comportamento que a banca teve para com o Sporting, sublinhando que os leões usufruíram de um "perdão de dívida" aquando da entrada de Bruno de Carvalho para a presidência do clube de Alvalade.

"Há cerca de um ano e meio, o sistema financeiro introduziu um factor de distorção competitiva inexplicável, quando decidiu perdoar a um determinado clube dívida contraída e quando em relação à dívida remanescente, decidiu reescaloná-la em 20 anos. De alguma forma, o que acabou por se verificar foi que um conjunto de administrações que não geriu tão bem o clube, acabou por ser premiada. É natural que haja reservas da parte do sistema financeiro e, da parte do Benfica, legítimas preocupações face ao que o sistema financeiro fez. Não pode haver filhos e enteados. Não estou a atribuir nada em específico à gestão de Bruno de Carvalho, estou a referir a administrações anteriores. No Sporting, introduziu-se uma situação de distorção competitiva", constatou em declarações aos microfones da Rádio Renascença, dando depois o exemplo dos outros dois grandes.

"O Benfica e o FC Porto sempre foram clubes cumpridores e não tiveram nem perdões de dívida, nem taxas de juro de favor, nem incumpriram pagamentos de juros ou de capital"

Moniz abordou depois a extinção do Banco Espírito Santo, que reverteu no surgimento do Novo Banco e que consequências isso possa ter para os encarnados. O "vice" do Benfica disse que as águias estão descansadas já que nunca incorreram em qualquer incumprimento.

"O Novo Banco tem muitos problemas graves para resolver. Não estou a ver que o Benfica, que nunca teve de um perdão de dívida, que nunca beneficiou uma taxa de juro de favor e que nunca faltou ao cumprimento de um prazo de pagamento de juros ou capital esteja no topo da agenda dos assuntos que o Novo Banco precisa de tratar. O Benfica sempre se portou bem nas relações com a banca e era estranho que fosse encarado com reserva ou cepticismo nessas circunstâncias".

José Eduardo Moniz: «FC Porto fica com uma pequena parte dos passes dos jogadores»
SUBLINHA QUE APOSTA DO BENFICA NO MERCADO É DIFERENTE
O vice-presidente do Benfica, José Eduardo Moniz, analisou a forma como o FC Porto tem realizado a sua aposta no mercado de transferências, demarcando-se da mesma por comparação aquilo que as águias fazem. O dirigente encarnado afirma que desta forma os azuis e brancos ficam com uma parte "muito pequenas dos passes dos jogadores".

"Aquilo que o FC Porto faz, representa um caminho. Não vou considerar se é bom ou se é mau. É simplesmente um caminho diferente que leva a aumentar significativamente a massa salarial que o clube tem de suportar e obriga também a revender a maioria dos passes desses mesmos jogadores, obviamente com as repercussões que isso tem nos ativos do clube. Não se trata de conseguir crédito, mas de ficar com uma parte muito mais pequena dos passes dos jogadores do plantel. É uma opção. Não é a opção que o Benfica tem feito", disse em entrevista à Rádio Renascença esta quarta-feira.

José Eduardo Moniz: «Não olho para a época com ceticismo»
"VICE" ESTÁ CONFIANTE E DÁ A SUPERTAÇA COMO EXEMPLO
José Eduardo Moniz deu um voto de confiança tanto a Jorge Jesus como ao plantel encarnado. O vice-presidente do Benfica espera ver mais títulos esta temporada tal como já ocorreu em Aveiro.

"Não sou daqueles que olham para esta época com ceticismo. Pelo contrário, confio naqueles que trabalham com a equipa, no treinador e na sua equipa técnica. Obviamento espero que os resultados se vejam, como vimos já na Supertaça", realçou em declarações à Rádio Renascença, frisando que não há qualquer distanciamento entre Jesus e a equipa técnica relativamente ao "dossiê reforços".

"Como se viu no último jogo, a equipa jogou muito bem, com um alto nível competitivo e com um entusiasmo e um entrosamento muito consideráveis para esta fase da época. O treinador e restante equipa técnica estão em sintonia relativamente aquilo que é a perceção dos reforços de que o clube necessita para se manter tão competitivo como em anos anteriores".

Sem comentários:

Enviar um comentário